Crianças com anemia falciforme tem maior risco de complicações com o Covid-19

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Crianças Anemia falciforme tem maior risco de complicações ao Covid-19.
Estamos sob o ataque do Covid 19. Mesmo não sendo um vírus letal para a maioria (80%), tem sido catastrófico para todos os sistemas de saúde. Contamina que se farta. Quanto mais contaminados, maior numero de casos graves. A pandemia actual ultrapassa a capacidade de resposta dos serviços médicos, mesmo dos mais avançados.

Até agora África não foi tão severamente castigada como a Europa. Até agora, mas o prognóstico continua sombrio. A maioria dos serviços de saúde na região eram precários antes da pandemia. Sendo a população africana principalmente constituída por jovens, talvez os estragos sejam menores. Todavia África tem muitos indivíduos imunologicamente deprimidos. Gente que sofre de TB, de HIV, de parasitose cronica ou de deficit nutricional.

O ministério de educação de Angola pensa voltar ao ensino presencial dentro de pouco. Chamo a atenção para o facto de termos legiões de crianças que sofrem de um tipo específico de anemia, a Anemia Falciforme.

Embora ainda não existam muitos dados sobre o comportamento do Covid-19 em pacientes com anemia falciforme, sabemos que outros vírus respiratórios, causam complicações graves neles.
Pacientes drepanócitos tem taxas mais altas de hospitalizações. É frequente a síndrome torácica aguda com necessidade de ventilação mecânica com parte do tratamento. De facto existem muito motivos para acreditar que o novo coronavírus, famoso por causar insuficiência respiratória aguda, pode complicar a vida de crianças com Anemia Falciforme.

O bazo é um órgão que faz parte do Sistema Hematopoietico. Tambem está na primeira linha da defesa imunitária. Durante a infância pacientes com Anemia Falciforme sofrem de auto-esplenectomia, isto é, deixa de funcionar o bazo como resultado da formação de trombos e enfartes nos cordões esplénicos. Pacientes sem um bazo funcional tem uma maior susceptibilidade à infecções, principalmente ao Haemophilus influenzae,tipo b (Hib). Também sofrem com maior frequência Pneumonias por pneumococo.

A infecção por parvovirus é outra infecção respiratória frequente nas crianças com Anemia Falciforme. O parvovirus provoca destruição da serie eritróide ainda imatura e como resultado deixam de produzir glóbulos vermelhos. A falta de globulos vermelhos agudiza ainda mais a anemia destes pacientes

A crise aplástica é geralmente transitória, mas não menos importante porque acentua o deficit de hemoglobina. Um estudo publicado pelo Nigerian Institute of Medical Research confirmou que o risco de infecção aguda pelo parvovírus foi 65 vezes maior entre pacientes com Anemia Falciforme que no resto da população.

Crianças Anemia Falciforme infectadas pelo Zika vírus tem maior risco de episódios cerebrovasculares após a infecção. O risco é 58 vezes maior que o esperado. Provavelmente esses eventos resultaram de um nível de hemoglobina reduzido e a consequente quebra no fornecimento de oxigénio para áreas já vulneráveis por doenças vasculares pré-existentes.

Tendo em conta os elementos até agora analisados é coerente situar, as crianças com Anemia Falciforme, dentro do grupo dos mais vulneráveis. Tomar com eles medidas especiais, que passam ate pelo quase total isolamento. Crianças Anemia Falciforme devem usar mascara permanente e evitar o contacto social. Devem minimizar o tempo junto a outras pessoas em espaços compartilhados (cozinhas, banheiros, áreas de estar). Manter-se em espaços bem ventilados. Manter os 2 metros como mínimo de distancia de outras pessoas.

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A crise dolorosa aguda da Gota trata-se com anti-inflamatorios (AINEs), com analgésicos, com boa hidratação e controlo dietético. Historicamente a Colchicina da bons resultados nesta fase. Os medicamentos que aumentam a excreção renal do acido úrico, como o Alopurinol (Zyloric), devem ser evitados na fase aguda pelo potencial dano renal. A vitamina C, como em outros distúrbios da fibra colágena, tem um papel importante.


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